A cobrança está em um rascunho da declaração final da cúpula do grupo, que acontece de 11 a 13 de junho na Cornualha, no Reino Unido – o G7 ainda inclui Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália e Japão, além da União Europeia.

“Acreditamos ser necessário ter plena transparência para aprender as lições certas, por isso apoiamos todos os esforços para um pleno esclarecimento.

O mundo tem direito de saber o que aconteceu”, disse Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, principal instância política da UE, nesta quinta-feira, 10.
“É da maior importância saber quais foram as origens da Covid-19 para tirar as lições e desenvolver instrumentos certos para que isso não aconteça novamente.

Presidente da Comissão Européia Foto/ Divulgação

Por isso, é necessário que quem conduz a investigação tenha pleno acesso a informações e lugares”, reforçou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Uma equipe da OMS realizou uma investigação na China no início do ano e publicou um relatório afirmando que a hipótese de fuga de laboratório do Sars-CoV-2 é “extremamente improvável”, mas o documento é contestado porque Pequim não deu plena liberdade de acesso aos cientistas.

Atualmente, a hipótese mais aceita é de que o novo coronavírus tenha se originado em morcegos e feito o salto de espécie para o ser humano por meio de um animal intermediário, mas, no fim de maio, o presidente dos EUA, Joe Biden, deu 90 dias para os serviços de inteligência entregarem um relatório sobre a possível origem do Sars-CoV-2.

A China, por sua vez, rechaça a tese de que o vírus tenha escapado do Instituto de Virologia de Wuhan, cidade que foi o marco zero da pandemia.

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