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© Reprodução/Prefeitura de São Paulo Fachada da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Pasta contratou mais de 3.000 docentes para substituir professores que não retornarão às aulas

A cidade de São Paulo decidiu aderir ao cronograma estadual de retomada das aulas presenciais. A rede privada pode receber alunos a partir de 1º de fevereiro. Na rede municipal, as atividades voltam no dia 15.


Todas as escolas da cidade só poderão receber até 35% dos estudantes. Na rede municipal, a presença dos alunos não será obrigatória.

A secretária-adjunta de Educação, Minéa Fratelli,  explicou que rodízios de estudantes podem ser adotados a depender da necessidade: “Os familiares podem optar pelo retorno das crianças ou não. Então, a gente vai fazer essa pesquisa com os familiares. Pode ser que eu tenha escolas que eu tenha que fazer um rodízio, porque mais de 35% querem voltar, ou outras que eu posso atender todos os dias, diariamente, porque só 35% querem voltar”.

Professores com mais de 60 anos ou que tenham comorbidades não retornaram às atividades na capital. Foram contratados 3.243 docentes para suprir aqueles que não irão retornar às aulas.

O governo também irá estabelecer 28 “escolas sentinelas”, que serão monitoradas por duas semanas pela vigilância sanitária para servir de referência às demais da região.

Situação epidemiológica

O Secretário de Saúde da cidade, Edson Aparecido, apresentou os resultados de uma pesquisa sobre o contágio pelo coronavírus no município. Eis a íntegra (418 KB).

O estudo é realizado em fases. Entre as 4 já aplicadas em pessoas em idade escolar, a prevalência de infecção variou entre 16% e 16,5%.

Aparecido afirmou que 25% das pessoas em idade escolar convidem com idosos –grupo com maior risco de desenvolver casos graves da doença. Apenas 5% das crianças que participaram do estudo não usavam máscaras de proteção. Daquelas que contraíram coronavírus, 66% estavam assintomáticas.

Os resultados apresentados dizem que “que não há evidências suficientes que as crianças sejam casos-índice para a transmissão [de covid-19]”.

Outros municípios relutam

Nem todas as cidades do Estado estão dispostas a retomar as aulas a partir de 1º de fevereiro. Municípios do ABC Paulista informaram que pretendem retomar as atividades presenciais no dia 18, para a rede privada; e em 1º de março, para a rede pública.

Os prefeitos querem esperar o início da vacinação. A data provável é 20 de janeiro, de acordo com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O governo Estadual de São Paulo cobrou uma “justificativa epidemiológica” e decretos municipais das cidades que relutam a retomar as atividades em 1º de fevereiro. Afirmou que levará a questão à Justiça, se necessário.


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