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MANAUS| O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram a Operação Nababo, na ultima quinta-feira (2), e cumprem 9 mandados de prisão temporária, além de medidas de busca e apreensão e sequestro de bens em Maués e Parintins.

Segundo o MP, o grupo é suspeito de fraudar emissão de alvarás para saque de valores de contas vinculadas a processos judiciais arquivados.

Durante a apuração constatou-se a existência movimentações processuais injustificadas incluindo nomes das partes e advogados estranhos aos processos, com posterior emissão dos alvarás, e, ainda, pagamento das movimentações processuais irregulares. O grupo também, colocava sigilo nos processos para dificultar o conhecimento do desvio e de seus rastros.

A investigação apontou indícios da participação de um servidor terceirizado do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Através da senha dele e de um outro suspeito, a investigação descobriu que houve diversas movimentações aparentemente inseridas nesta mesma dinâmica, com alvarás fraudulentos, em 6 comarcas, conforme apuração preliminar.

Levantamentos preliminares dão conta de que o prejuízo gire em torno de R$ 1,2 milhão, valores estes ainda em apuração e a serem confirmados.

O nome da operação decorre da exposição, em redes sociais, de elevado padrão de vida e ostentação por parte do principal suspeito, incompatível com sua remuneração no Tribunal de Justiça, que não justificaria o estilo nababesco exposto publicamente.

Entre eles estava o jovem Erleson Lima, 28, que foi preso suspeito de liderar o esquema que desviou mais de R$ 1 milhão do TJAM.

O jovem era servidor terceirizado do órgão juntamente com outras nove pessoas, foi preso na Operação Nababo, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM).

A polícia descobriu que com o dinheiro desviado de contas judiciais, Elerson levava uma vida de luxo e fazia questão de ostentar nas redes sociais com fotos de viagens, festas e passeios luxuosos.

Até uma loja de produtos eletrônicos foi montada em Parintins com o dinheiro do desvio. Werlesson e os demais integrantes do grupo foram presos e encaminhados a delegacia e vão responder por peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As investigações continuam em Manaus, Maués e Parintins. 


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