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MANAUS| Em reunião com representantes do governo federal e das entidades do setor produtivo, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e membros do Conselho de Administração da Suframa (CAS) discutiram ontem, 25, no SESI Clube do Trabalhador, o fortalecimento e o mecanismo para melhoria do ambiente de negócios do Polo Industrial de Manaus (PIM) a fim de atrair mais investimentos para o estado.

O encontro, que também contou com a participação de representantes das maiores empresas do PIM, antecedeu a 299ª reunião do CAS realizada hoje, que avaliou 34 projetos com investimentos estimados em mais de 325 milhões de dólares e geração de 3 mil e 400 empregos, quando em plena atividade.

“Estamos diante de um novo desafio, que certamente nos abrirá horizontes, especialmente para conciliarmos o desenvolvimento regional com a sustentabilidade ambiental”, disse o presidente da FIEAM, Antonio Silva, ao ressaltar o objetivo da Resolução do CAS 02/2021 recentemente editada, que regulamenta um leque de incentivos fiscais para estimular as cadeias produtivas locais, com inovação e aproveitamento da rica biodiversidade da Amazônia.

A concepção dessas mudanças causadas pela resolução foi um dos motivos para o encontro que contou também com a presença da subsecretária de Supervisão e Controle da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Luiza Deusdará.

“É importante essa conversa com a FIEAM e todos vocês aqui presentes, porque o tempo está passando e estamos chegando em uma situação com relação aos incentivos, que é o piso para ser vantajoso para o empresário produzir aqui, daqui a pouco deixará de ser”, ressaltou ela.

Deusdará reforçou ainda que é preciso abrir a caixinha de pensamentos e ideias em relação ao tema para que possam ser construídas propostas mesmo diante das mudanças na economia. “Vamos aproveitar essa oportunidade na presença de todos vocês para fazer disso um debate, dentro dessa janela que, para nós no CAS, agora é a bioeconomia”, completou o superintendente da Suframa, general Algacir Polsin.

Com maior interação entre o ecossistema do PIM e os membros do Conselho, a coordenadora geral de estudos econômicos e empresariais da Suframa, Ana Maria Souza, falou sobre esses novos critérios para aprovação de projetos industriais com base na resolução 02/2021, seguindo as normas no âmbito dos incentivos que a Suframa administra.

“Importante darmos o pontapé inicial para o que chamamos de incentivo à bioeconomia no estado do Amazonas e isso passa pelo âmbito da Zona Franca de Manaus (ZFM)”, frisou ela, ao relembrar as mudanças que vêm sendo percebidas desde a criação do modelo e os decretos de lei assinados no passado com uma visão de se industrializar com o uso de matéria prima regional.

“Então, de lá para cá, a gente não teve uma construção cognitiva do que é essa matéria-prima regional e como isso pode ser utilizado, focamos muito em PIM e não temos dúvidas do que a gente vem passando atualmente com essa narrativa que vem sendo construída, que a gente precisa utilizar essa matéria-prima para aquilo que a gente chama de quebra de paradigma na economia”, disse ela.

A saída para o que Souza chamou de “modelo endógeno” de desenvolvimento, precisa ser feita, segundo ela, a partir de vetores dentro da matriz econômica do estado que promovam esse desenvolvimento que é buscado. “O uso da matéria-prima regional tem um arcabouço jurídico tributário que dá condições para a gente hoje estimular projetos na área de atuação na Suframa e que a gente não fique tão concentrado em ZFM”, pontuou.


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